“Confesso, mesmo sendo Rubro-Negro, está chato assistir aos jogos do Flamengo!”
Um mês antes do Mundial de Clubes, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do Flamengo, deu entrevistas deixando claro que o clube priorizaria o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. A Copa do Brasil, competição que o time de Filipe Luís entrou somente na terceira fase e que paga R$ 77 milhões ao campeão e R$ 33 ao vice, era carta fora do baralho.
O motivo?
Prioridade. Pelo menos foi isso que o dirigente Rubro-Negro respondeu.
Pergunto: como assim?
O Flamengo tem, sem dúvida, o melhor elenco da América atina. A diretoria do clube projeta um crescimento significativo nas receitas do clube, com uma expectativa de alcançar R$ 1,5 bilhão até 2025. Lembrando que em 2024, o Rubro-Negro arrecadou mais de R$ 1 bilhão.
Já a dívida do Flamengo está sob controle, a ponto da saúde financeira ser considerada sólida. Não se espantem se o clube tiver a maior fonte de receita da América Latina.
Respondendo à pergunta feita acima, como não priorizar uma competição como a Copa do Brasil que, acreditem, teve um reajuste feito pela CBF de 4,9% a 5,39%, se comparado aos valores do ano passado, que foi de 5%.
Portanto, o que o Flamengo não colocou como prioridade para 2025, recebeu reajuste da CBF. Vai entender!
Outro ponto que quero abordar é a forma que Filipe Luís vem utilizando no esquema tático do Flamengo.
Não estou falando nada do treinador Rubro-Negro, para depois não dizerem que sou corneteiro, que os torcedores derrubam os técnicos, que os treinadores são teimosos. Falo de esquema tático.
Um time qualificado como o Flamengo não pode tentar ganhar na marra. Não, mesmo!
Mas estou de saco cheio de ver o Flamengo jogar dessa forma. Só tem a mesma forma de jogar. Quer ganhar na marra e não pode ser assim!
Tem que propor o jogo, ser incisivo, mas ninguém aguenta jogar assim 90 minutos.
Não está funcionando? Claro que não está!
O Flamengo tem, por partida, cerca de 70% de posse de bola. Em contrapartida, as chances de gol são as mesmas que o adversário.
Como explicar?
Outra coisa: como explicar a diferença de ficar 70% com a bola, contra 30% do adversário, se ambas equipes deram o mesmo número de chutes a gol?
É o que está acontecendo!
De uns tempos para cá, confesso, mesmo sendo Rubro-Negro, está chato assistir aos jogos do Flamengo. Isso sem contar as escolhas de Filipe Luís.
Chegou, ou melhor, já passou da hora de mudar esse esquema. Pedro, criticado por mim semanas atrás, tem que ser a referência que o time precisa lá na frente. Abra mão dele em ter que correr atrás dos zagueiros. Ele está ali para fazer gols. É só!
Sobre o Plata, apesar de esforçado, é um jogador para entrar nos 15 minutos finais das partidas.
Mas está chato demais assistir aos jogos de uma equipe que, apesar do elenco qualificado, não está sendo bem utilizado.
LEIA +
