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    FAÇA A X###@ IMEDIATAMENTE: Em noite de Juninho, Flamengo finalmente vence fora de casa na Libertadores

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    Após jejum de 946 dias, o time rubro-negro enfim vence uma partida fora de casa na principal competição continental das Américas.

    O Flamengo de Filipe Luís e companhia disputou nessa última quinta-feira um jogo bastante duro, tanto no quesito  enfrentamento como para quem apenas assistiu. Ainda assim, venceu  a fraca equipe venezuelana do Deportivo Táchira por 1 a 0.

    Apesar do placar magro e com um gol chorado do oportunista atacante Juninho, esse foi um momento importante e de afirmação para o escrete rubro-negro, graças a alguns motivos.

    Da parte da torcida, pelas redes sociais e pelas é possível ouvir gente gritando: Faça a X3r3k4 imediatamente.

    FAÇA A X###@ IMEDIATAMENTE: Em noite de Juninho, Flamengo finalmente vence fora de casa na Libertadores
    O meme de gosto duvidoso, envolvendo Juninho

    Isso se dá em atenção ao símbolo supostamente sexual que o atacante faz ao marcar gols – ele mesmo já desmentiu, disse que são dois Vs, em referência ao seu sobrenome (Vieira) e ao da mulher, Vivian, mas para o torcedor ávido por memes, ele sempre será o Juninho Xerec@…enfim.

    Brincadeiras sexuais e escatológicas à parte, é importante ressaltar algo óbvio, mas que passa demais ao largo da maioria das análise: o time do Flamengo estava esfacelado, cheio de desfalques, com isso, o resultado foi bom.

    Além disso, o Flamengo de Juninho carregava consigo o peso de estar a quase 1000 dias sem vencer uma partida fora de casa pela Libertadores.

    Eram 946 dias, para ser mais exato, desde a vitória sobre o Vélez Sarsfield na Argentina, em 2022, com Dorival Júnior no comando.

    Desde então vieram Vítor Pereira, Jorge Sampaoli, Adenor Bacchi o Tite e só com o estreante em competições internacionais Filipe Luis é que o time quebrou essa marca.

    É sobre essas perspectivas e sobre o jogo que falaremos neste artigo.

    Tirando o bode da sala!

    Antes que me perguntem, não vou negar o óbvio: o time do Flamengo não jogou bem. Não há como negar o que se viu em campo. Nós informamos e analisamos, não mentimos.

    Em um mundo ideal, o Flamengo passaria o carro em cima de absolutamente todos os adversários. Venceria com tranquilidade e cumpriria a sua obrigação como time caro que é.

    Nos tempos atuais de capitalismo tardio o nível de investimento obviamente influencia em perspectivas. O clube que mais gasta com elenco na América do Sul sempre tem a função e a obrigação de fazer seus jogos bem.

    Na maioria das vezes o Flamengo será o favorito, mesmo em partidas fora de casa, como foi essa no Estadio Polideportivo de Pueblo Nuevo, mas não há como ignorar as circunstâncias que estavam postas.

    Os onze iniciais

    A escalação inicial se deu em um esquema com poucos meio-campistas de ofício, que em alguns pontos era uma dupla, sobretudo quando a equipe estava atacando, mas que se tornava um trio eventualmente, com o recuo de um dos dois atacantes.

    Entrou com Rossi no gol, defesa formada por Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas. O sexteto do meio para a frente foi formado por Erick Pulgar, Nico De La Cruz, Luiz Araujo, Michael, Everton Cebolinha e Bruno Henrique.

    Filipe estava com desfalques mil, alguns já antigos, como Pedro e Viña, que tem previsão de voltar em algumas semanas ou meses.

    Também estavam fora Arrascaeta e Gerson, que seguem desfalcando o time desde que voltaram de suas seleções na Data Fifa, além de novas baixas pontuais, como o rápido lateral Wesley e o bom atacante Gonçalo Plata.

    Dessa forma, até se pensava que Juninho começaria jogando, sendo a referência para que BH tivesse mais chances de flutuar, mas não foi isso que aconteceu, ao menos não no início.

    O fator Ayrton

    O treinador optou por preservar Alex Sandro no banco, já que é um atleta com certa idade, dando assim chance para Ayrton Lucas começar jogando. Esse último inclusive foi alvo de muitas críticas e de fato, o lateral errou um bocado.

    Está muito tempo fora, mas é um bom jogador, importante no desafogo. Com uma maratona de jogos tão intensa, tendo um calendário potencial que beirará ou ultrapassará 80 partidas no ano, é importante ter opções.

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    Foto: Jhony Pinho/AGIF

    Ayrton Lucas é talentoso, desce bem ao ataque, fez várias jornadas boas no Flamengo, foi decisivo até em título de Libertadores. Se ele não joga bem o suficiente para voltar a ser chamado para a seleção não significa que ele é alguém de futebol desprezível.

    Em jogo que se precisa de uma válvula de escape, ainda mais ao lado do seguro e respeitável Guillermo Varela, é bom ter ele.

    O exemplo do uruguaio

    Ayrton pode inclusive se mirar no exemplo de seu colega de lateral. Varela já foi bastante criticado no Flamengo, algumas vezes sem razão, embora em outras de fato tenha ficado aquém.

    Hoje, o uruguaio é uma boa opção, tem características diferentes do titular da posição, tal qual Ayrton Lucas tem com Alex Sandro. Com talento é sempre capaz de se manobrar para algo positivo.

    O outro criticado

    Outro jogador que foi alvo de reclamações foi Luiz Araújo.

    O atacante que vinha entrando bem no decorrer dos jogos tem sido utilizado como titular, ainda mais diante dos desfalques de Arrasca e do Coringa Gerson.

    Na prática, ele e Michael tem funcionado como meias e atacantes, variando de posição.

    É compreensível que ele tenha dificuldade de se adaptar, mas isso também liga o sinal de alerta. A necessidade de uma outra opção de criação é cada vez mais evidente.

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    Imagem: Twitter @LibertadoresBR

    Ainda assim as críticas a ele não deveriam ser severas. Ele é um jogador útil, esforçado, guerreiro. Além disso, não jogou em uma rotação tão baixa quanto a de Michael, por exemplo, que tem sido menos criticado que ele.

    A falta de um 10

    O Flamengo segue carecendo de um meia armador, de alguém que distribua o jogo.

    É falado no círculo interno que o Flamengo está procurando um meio-campista para ser opção para Arrascaeta, que não vem bem fisicamente, seja quando está de fato machucado ou quando não está em uma boa rotação em campo.

    Enquanto esse não chega, é muito, mas muito necessário que Filipe utilize mais as opções da base. O técnico já confia no desempenho de Wallace Yan, que virou uma alternativa para o ataque, talvez haja na base alguém com funções semelhantes ao camisa 10 também.

    Se Lorran é imaturo e será pouco utilizado, Matheus Gonçalves tem a confiança do treinador, é preciso que ele tenha minutos.

    O fator Juninho

    O atacante Juninho mostrou mais uma vez que tem estrela.

    Depois de ser muito execrado no jogo contra o Internacional, por ter tentado tirar a bola do bom goleiro Anthoni do Internacional – lance normal, ele deu azar, ao acreditar que a bola bateria na trave e entraria – ele veio e marcou o gol.

    Juninho: O Decisivo

    Vale lembrar que Juninho marcou o gol do título carioca. Foi dele o segundo gol da partida contra o Fluminense, ainda no primeiro jogo da final. No segundo, criou duas chances de gol, a primeira mal anulada, a segunda corretamente cancelada pela arbitragem.

    Em nenhum dos lances a infração foi sua. Deu boas assistências. Juninho não é jogador com enormes habilidades, mas tem seus recursos, é correto taticamente, cumpre funções defensivas e chega bem ao ataque.

    Se Tite para inflar a condição do fraco Carlinhos chamava ele de “Decisivo Carlinhos”, é inegável que Juninho sim merece esse adjetivo.

    FAÇA A X3R3C@ IMEDIATAMENTE: Em noite de Juninho, Flamengo finalmente vence fora de casa na Libertadores
    Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    Ele precisa é fazer o que fez ontem: gols. Atacante vive de golear.

    Ele passará por cima das críticas, sejam elas justificadas ou não fazendo isso.

    Calendário próximo:

    Pela Libertadores, o Flamengo pega o argentino Central Córdoba em casa, na próxima quarta-feira, dia 9 de abril. Espera-se que boa parte dos desfalques tenham sido sanados.

    O time argentino não é o mais forte do grupo, mas pode complicar o certame, ainda mais se o Flamengo jogar da forma “arame liso” como vem jogando.

    Já no domingo, dia 6 de abril, o rubro-negro enfrenta seu colega de cores Vitória, na Bahia, às 18:30.

    Em suma, há que se cobrar sim bom futebol do time de Filipe Luís, mas também é preciso paciência e critério na hora de cobrar.

    Em breve retornamos com mais informações e análises.

    Vamos Flamengo!

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