Gramado sintético pode aumentar o risco de lesões?
Após as críticas de jogadores sobre atuar no gramado sintético, o médico do Flamengo, Fernando Sassaki, veio a público e também se posicionou contra o uso dessa grama no Brasil, destacando uma série de desvantagens desse tipo de piso e explicando diferentes aspetos que prejudicam os atletas.
Um deles é o fato da grama sintética ser mais rígida e, assim sendo, pode aumentar o número de lesões. Outro fator é que este tipo de superfície, quando exposta sob forte sol, aumenta a temperatura afetando o desempenho dos jogadores.
No entanto, embora não haja comprovação científica de que o gramado sintético aumente as lesões, um estudo da Major League Soccer (MLS), dos EUA, apontaram uma maior incidência de lesões ligamentares nesse tipo de campo.
Vale lembrar que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encomendou um estudo sobre lesões de atletas neste piso e abrirá votação que pode proibir, ou não, o uso do gramado sintético.
A entidade pretende analisar cerca de 1.000 horas de jogo na grama artificial dos clubes da série A do Brasileirão, com os dados das lesões ocorridas na temporada passada. A partir daí, os resultados recolhidos serão apresentados aos times para que cada clube decida sobre a proibição ou não da grama artificial no Brasil.
Enquanto isso, em gramado natural do CT Ninho do Urubu, o Flamengo faz os últimos preparativos para o próximo compromisso no dia 22 (sábado) pela décima primera rodada da Taça Guanabara. Vale lembrar que os horário das partidas foram alterados por conta das altas temperaturas do verão Carioca.
A bola rola às 19h (horário de Brasília) no Maracanã e o rival da vez é o Maricá, oitavo colocado na tabela de classificação, com 12 pontos. O Mais Querido é líder da competição, com 20 pontos e já está classificado às semifinais do estadual. A partida será transmitida, ao vivo, pelos canais Globo, SporTV e Premiere.
SRN
Sílvia Lima