O craque da camisa 11 costumava soltar muitas pérolas, falamos de algumas delas:
Na terça-feira dessa semana (dia 14 de janeiro de 2025) foram completadas três décadas da chegada do craque Romário ao time do Flamengo. Após muita, mas muita pompa mesmo, ele enfim vestiu o manto e cheio de moral, já que em 1994 ele faturou o Tetra pela seleção brasileira e ainda foi eleito o melhor jogador do mundo.
Recentemente, falamos da chegada de Romário, também da parte financeira da negociata.
O ex-atacante e atual senador da república sempre foi conhecido por duas coisas: Primeiro, por sua língua solta, não tendo qualquer receio de falar o que pensa e segundo, por ter uma grande auto estima, tanto que ele sempre foi associado a sentimentos de arrogância e soberba, embora, segundo o próprio, sempre se garantisse dentro de campo, justificando assim a sua soberana empáfia.
Esses dois temperos juntos resultam em um sujeito que sempre falou o que pensava e tinha frases sensacionais, com referências inclusive a realeza, como na época de Vasco onde comparou Edmundo ao bobo da corte, já que ele era o príncipe e Eurico era o rei.
Nesse artigo falamos a respeito de algumas de suas frases e falas marcantes, na época de Flamengo, mas também em outras, onde ele cita o Mais Querido e sua torcida. Confira:
Apresentação: Torcida do Vasco e o lenço
Uma matéria em vídeo, da TV Globo, ajudou a imortalizar um belo momento da coletiva de apresentação de Romário, na sede do clube, na Gávea.
Perguntado a respeito do seu passado como jogador do Vasco, Romário soube acenar aos torcedores rubro-negros, vestindo a máscara do “flamenguista médio”, que é naturalmente arrogante e tirador de sarro.
Provociy os torcedores do time que o projetou para o mundo, dizendo:
– O que eu posso falar pra torcida do Vasco, é que quando tiver um Vasco e Flamengo, leva lenço pro Maracanã que vai chorar muito
A diversão maior nesse momento foi o grito dos torcedores presentes na sala de imprensa, que ovacionarm o Baixinho como se estivessem nas arquibancadas do Maraca lotado, em um gol do camisa 11.
Naquele momento, ele ainda nem tinha jogado com as cores do Flamengo.
Torcida de outro planeta
Em uma entrevista no RJTV, o jornal local carioca da Rede Globo, Romário dava uma entrevista após já ter jogado no trio de clubes grandes do Rio.
A repórter relembra que ele jogou no Flamengo, Vasco e no Fluminense, também no PSV Eindhoven e no Barcelona. Ela até sonega alguns times grandes, como o Valencia da Espanha, mas a informação é bem passada e pontuada pelas aspas simples e certeiras de Romário.
Depois que ela pergunta qual a torcida que mais emocionou o atacante e ele responde sem titubear:
A do Flamengo…a torcida do Flamengo é coisa de (pausa dramática) outro planeta
O craque ainda termina a sentença usando o clichê de quem não quer se comprometer, falando um “com todo respeito as outras (torcidas)”.
A grande questão aí é uma só: é tido e sabido que esse é um tipo de fala que, normalmente, quer dizer o exato oposto.
Quando se usa o termo “com todo respeito” em conversas informais no Rio de Janeiro, certamente vem uma crítica veemente e agressiva, normalmente acompanhada de um palavreado chulo e repleto de ofensas, ou seja, completamente desrespeitoso.
Em outras praças, talvez a expressão seja mais literal. No Rio, não. A intenção de Romário não parece ser a de deliberadamente menosprezar as outras torcidas, no entanto parece que esse foi sim um ato falho.
Detona a força
Em outra oportunidade em que já não jogava no Flamengo, Romário fala das “facções” de torcida vascaína e enaltece as organizadas do Mengão.
Para defender o seu lado, já que se sentia perseguido pela torcida do Vasco, ele elogia a Jovem Fla e Raça Rubro-Negra, verbalizando que elas são únicas, no sentido de apoiar e de fazer o jogador de sentir parte da comunidade.
Essa não é exatamente uma frase boa dele, mas sim um grande discurso, que destacaremos aqui as melhores partes. Para ver na íntegra, basta clicar no vídeo abaixo da frase.
“É por isso que a Raça do Flamengo e a Jovem do Flamengo são especiais pra mim, no meu coração. Elas fazem parte também da minha vida como as outras facções do Vasco fazem, por que são torcedores verdadeiros, que torcem pelo seu clube por amor (…)
e essa Força Jovem é um bando de frouxo que quer aproveitar de alguma coisa só que infelizmente… eles escolheram o cara errado”
Ele ainda pergunta se aquilo era bom pro Vasco, até cita Eurico, pede para ele refletir se deve fazer algo.
Romário termina falando que respeita a instituição Vasco da Gama, o clube, diretoria etc, mas que a Força Jovem Vasco deveria fazer uma aula com a RRN (Raça Rubro-Negra) e a Jovem (Torcida Jovem do Flamengo) no sentido de saber torcer e não de buscar interesses próprios.
Bônus : Romário x Força em 2001
Como bônus, separamos aqui não uma frase específica e sim uma reunião de momentos, em que o Baixinho teve crises contra a Força Jovem, fato que resultou até em dedos do meio mostrados, palavrões, tentativas de agressão e associação do jogador a outros times, obviamente, ao Flamengo.
Novamente na época de Vasco, no ano de 2001. Romário era artilheiro do time na Copa Mercosul, o mesmo torneio que o Vasco venceu um ano antes, em uma virada espetacular na final.
O vídeo é quase uma peça teatral de comédia ácida, já que apresenta um líder da torcida, calmamente, explicando por que a horda de torcedores ofendeu e tentou agredir o centro-avante, uma vez que ele não estava tendo uma boa postura, segundo eles.
Um grupo de cinco mil torcedores reclama dele e Romário repete o mantra de que só respeitará quem o respeitar.
Em outro ponto, a torcida pede para ele sair de campo, em partida contra a Universidade Católica do Chile, ainda gritam o nome de Edmundo, que estava no banco de reservas do rival, o Cruzeiro de Minas Gerais.
Em um São Januário lotado, em jogo valido pelo Campeonato Brasileiro, a atuação de Romário não importa, o que chama a atenção é a briga dele com a parcela da torcida, que ovaciona o atleta que saiu brigado do time e defenestra o jogador que ainda defende as cores do club.
Não é à toa que boa parte da torcida vascaína odeia Romário, mesmo que ele fosse o preferido do antigo mandatário Eurico Miranda. A mesma torcida que valoriza o “doutor Eurico” desdenha do Baixinho, que fez muito com a camisa vascaína, sendo certamente um dos jogadores mais vitoriosos da era moderna do CRVG.
Em um Flamengo e Vasco, que o time adversário ganhou com placar elástico, com três gols do Baixinho, Romário pensou em mostrar uma camisa que fez, com frase alusiva a FJV, xingando a facção. Apesar de ter reclamado de dores no joelho e de ter tido três oportunidades de levantar a camisa do Vasco para mostrar a mensagem, ele não fez isso.
Muitos torcedores do Vasco reclamam de Romário e o chamam de ingrato. Chamam ele de torcedor do rival (boa parte dos vascaíno não citam o Flamengo, falam com medo, dessa forma, para supostamente não dar moral ao time) embora Romário seja torcedor assumido do América-RJ, como seu pai. o mesmo clube em que ele hoje é presidente.
A briga entre os torcedores do Vasco e o Baixinho segue até hoje, com o agravo de que ele possui uma estátua em São Januário, por conta do seu milésimo gol. Como diriam os interessados: que os vascaínos se entendam, ou se lasquem.
Quanto ao Flamengo, Romário sempre foi extremamente reverencial e respeitoso.
Não falta com nenhum tipo de respeito, embora eventualmente provoque os jogadores do elenco atual, como faz com outros times também, ainda assim, com o freio de mão puxado.
A realidade é que Romário é um sujeito que fala muito de si, que defende a própria pessoa com unhas e dentes e que pratica a auto valorização. Como a FJV briga com ele, recebe o seu desprezo. Apesar de ultimamente ele não falar mais tanto, é comum ver lideranças da torcida Força reclamando dele e como dito antes: problema deles.
Em breve voltaremos a falar de Romário, sobre os seus títulos, algumas inglórias, bons momentos e sua estreia, no Serra Dourada.
Vamos Flamengo!
Confira as nossas postagens especiais sobre a chegada de Romário ao Flamengo:
Parte 1: A Chegada
Parte 2: A Parte Financeira
Parte 3: O Frasista
Parte 4 : A Estreia
Parte 5 : O Primeiro jogo no Maracanã
Parte 6: O Primeiro gol de Romário pelo Flamengo