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    Marcos Vinicius Cabral
    Marcos Vinicius Cabral
    Formado em Comunicação Social pela Anhanguera, campus Niterói, Marcos Vinicius Cabral é jornalista com passagens pelo O São Gonçalo, A Tribuna, Coluna do Fla e o POVO. Rubro-negro desde o nascimento é, ao lado de Sergio Pugliese, autor do livro sobre o Leandro, ex-lateral do Flamengo e da seleção brasileira.
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    Mediocridade Rubro-Negra

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    Decepção em Vermelho e Preto!

    A derrota para o Lanús dentro do Maracanã, valendo a Recopa, não foi apenas um tropeço. Foi um sinal claro de que algo está profundamente errado no Flamengo de 2026.

    O elenco é, no papel, superior ao do ano passado – aquele que conquistou praticamente tudo e recolocou o clube no topo do continente. Há mais opções, mais investimento, mais profundidade de banco. Ainda assim, em dois meses, já são duas taças perdidas: a Supercopa para o Corinthians e agora a Recopa para o Lanús.

    Não é detalhe.

    É sintonia!

    E é impossível não apontar responsabilidades. Filipe Luís, hoje no comando técnico, é o responsável direto pelo insucesso até aqui. O Flamengo é mal escalado, insiste em escolhas questionáveis, desmonta o que funciona e parece entrar em campo acreditando que a camisa resolve o jogo sozinha. Não resolve.

    Falta organização. Falta intensidade. Falta, sobretudo, espírito de vencedor. O time joga como se pudesse decidir a partida a qualquer momento, como se o adversário estivesse ali apenas para cumprir tabela. No futebol Sul-Americano, essa soberba costuma ser castigada – e está sendo.

    Mas o que mais dói é perceber que o Flamengo perdeu aquilo que sempre foi sua maior virtude: a raça. Desde que me entendo por gente, o Flamengo podia até ter menos técnica, menos estrutura, menos elenco – mas nunca teve menos vontade. Nunca foi apático. Nunca foi acomodado.

    Hoje, o que se vê é um time burocrático, distante da arquibancada e desconectado da própria história.

    Não sei se 2026 ainda promete algo grande. O calendário é longo, e o futebol permite reviravoltas. Mas até aqui, a decepção tem cores bem definidas: vermelho e preto.

    Alguma coisa precisa ser feita – e rápido. Porque camisa pesa. E a do Flamego não aceita mediocridade.

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