Na tarde dessa sexta-feira pelo Mundial de Clubes, o Mengão pega time inglês de tradição. Veja as qualidades do elenco atual e um pouco de sua história.
Nessa sexta 29 de junho de 2025, o Flamengo enfrenta seu segundo adversário na Copa do Mundo de Clubes, o Super Mundial. A partida é contra o Chelsea, equipe inglesa, de Londres.
O time de Enzo Maresca é um time tradicional do país, que joga no estádio Stamford Bridge e reside no bairro de Fulham, na divisa com o bairro Chelsea.
Ele forma o Big Six da Premier League, prestigioso grupo de elite do campeonato, junto ao Arsenal, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham Hotspur.
Nesse artigo falaremos um pouco sobre ele, que é o atual campeão da UEFA Conference League.
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Um breve comentário sobre a origem
O Chelsea é um time tradicional da Inglaterra, mas que tem uma história de resgate curiosa.
No futebol bretão, diferente do brasileiro, é comum já há muito tempo que as equipes tenham donos, sejam empresas ou pessoas famosas. Gestões boas e seguras podem ocorrer, algumas são endinheiradas outras nem tanto, há algumas já falidas, também há boas e péssimas administrações, como ocorre, mal comparando, com parte das SAFs brasileiras.
Dito isso, o Chelsea tem uma divisão muito clara em sua história, antes e depois do aporte do dinheiro russo.
O “antes”
Fundado em 1905 e sediado em Londres, o Chelsea é entre as equipes do seu país uma das mais tradicionais, em matéria de brilho internacional, já que venceu a Uefa Champions League em 2012 e 2021, a Liga Europa em 2013 e 2019, a Conference atual, a Recopa Europeia da UEFA em 1971 e 1998, a Supercopa da UEFA em 1998 e 2021 e o Mundial da Fifa em 2021.
É o primeiro e único clube da Europa campeão de tudo, já que boa parte de seus rivais não jogaram a recente Conference League.
No entanto, até a compra em 2003, via Roman Abromivch, a coisa era bem diferente.

O time passou por maus bocados, foi forçado a abandonar a Liga Ingresa de 1939 a 1945, devido a Segunda Guerra Mundial, mas em 1954-55 conseguiu um grande feito, sendo campeão de seu país.
Nessa época o elenco era formado por jovens, bem parecido com o atual. Se destacavam o goleiro Charlie Thomson e os jogadores de linha Derek Saunders, Jim Lewis, Johnny McNichol, Eric Parsons, Frank Blunstone, Peter Sillett e os veteranos Ken Armstrong, Stan Willemse e John Harris. A estrela única da equipe era Roy Bentley, um dos poucos profissionais da época.
Depois de períodos de seca, o time sob a batuta do presidente Ken Bates junto com o diretor Matthew Harding, começou a gastar milhões de libras.
Essa época era 1995, quando o clube contratou o neerlandês Ruud Gullit, o galês Mark Hughes e o romeno Dan Petrescu.

Esse time ficou em décimo primeiro lugar na temporada 1995-96 inglesa e chegou a semifinal de Copa da Inglaterra, mas logo, viriam mais reforços, como os italianos Gianfranco Zola, Roberto Di Matteo e Gianluca Vialli, o francês Frank Leboeuf, o uruguaio Gustavo Poyet e o norueguês Tore André Flo.
Entre idas e vindas com técnicos – até Gullit e Vialli acumularam funções de jogador e treinador – o Chelsea foi assumido por Glenn Hoddle, que treinou o time até 1996, quando saiu para assumir a seleção da Inglaterra. Gullit e Vialli venceriam duas Copas da Inglaterra, em 1996–97, 1999–00, respectivamente, que foram os últimos títulos pré-injeção bilionária.
A Era Abramovich
Em 2003, o empresário russo do ramo de petróleo e alumíno Roman Abramovich comprou o clube.
Homem de origem luso-israelita, ele foi o mandatário do Chelsea entre 2003 e 2022, só vendendo suas ações depois do começo do conflito entre Rússia e Ucrânia, para oconsórcio britânico-americano BlueCo.
Sob seu comando, os Blues fizeram altos investimentos, trazendo jogadores caros, alguns midáticos, misturando com pratas da casa e atletas promissores trazidos nas gestões anteriores.
Entre os destaques são lembrados Damien Duff, canhoto bom de bola de origem irlandesa, o marfinense Didier Drogba, jogador histórico do Chelsea, também o treinador recém vencedor da UCL José Mourinho, os ingleses John Terry e Frank Lampard – esses dois, atletas que já estavam no clube, mas que ganharam projeção, fama e idolatria após a injeção violenta de dinheiro – além de astros internacionais, como Deco, Michael Ballack, Fernando Torres, Lukaku e tantos outros, ao longo dos anos.

Além dos títulos europeus, o Chelsea venceu a Premier League nas temporadas 2004–05, 2005–06, 2009–10, 2014–15 e 2016–17.
Agora falaremos do time atual.
O time de Maresca
O Chelsea atual é um time jovem. Vale lembrar que, apesar do que se fala e do que se pode prever, é capaz que o italiano Maresca use time misto, mesclando titulares e opções reservas, fazendo render o próprio elenco, com variações que fogem do que usualmente escolhe colocar em campo.
O treinador não costuma fazer muitas substituições durante o jogo, uma vez que o time tem média de idade baixa – em torno de 24 anos – até por isso, é provável que ele monte variações táticas nessa fase de grupos.
Dito isso, a lateral direita deve sair com Reece James, que venceu concorrência com o francês Malo Gusto depois das finais da Conference.
A dupla de volantes é criativa, com o argentino Enzo Fernandez e o equatoriano Caicedo, no entanto, eles só são dupla assim quando não tem a bola.
Normalmente, quando tem a posse, Cucurella vira zagueiro pela esquerda, James sobe para volância, Enzo vira meia e o time passa a jogar com uma espécie de 3-4-3.

Quando a bola chega em Cole Palmer – o cérebro do time – jogadores como Pedro Neto ou Nico Jackson se aproximam dele. No outro lado, na faixa esquerda, é Enzo quem comanda as fases ofensias.
O argentino é a liderança técnica, já Palmer é o pifador do time. Caicedo passa a bola de forma brilhante, enquanto Madueke ajuda bastante Fernandez, pelo lado esquerdo, ou seja, esse é um bom time, indiscutivelmente, que consegue preencher ambos os lados de ataque.
As formas de o Flamengo atacar
O time do Flamengo deve tentar obrigar o time inglês a atacar mais pelos lados e menos pelo meio.
A ideia é congestionar o meio, que é onde Palmer e Enzo criam mais, obrigando os laterais e alas a atacar, já que nenhum deles tem cacoete para tal.

Os volantes devem marcar mais, ou seja, Pulgar, Jorginho, Gerson devem ter trabalho, seja em qual posição o Coringa jogar. Dessa forma, é bem possível que Pedro comece no banco.
O time precisará ser forte e rápido, atacando especialmente pela esquerda, ou seja, seria ideal colocar Alexsandro de volta a lateral.
Como os pontas-esquerdas do Flamengo não tem funcionado – Michael está sendo bem criticado e Cebolinha não vem bem também – possivelmente seria bom trazer Bruno Henrique para essa função.
O restante do ataque poderia ser formado por Plata centralizado, caso esteja fisicamente bem. Se não tiver, poderia ser Pedro, embora acreditemos que FL não colocará ele e Arrascaeta juntos. Na ponta direita, deverá ser Luiz Araújo. A dúvida que fica é se jogam Pulgar, Gerson e Jorginho ou somente dois desses.
É aguardar para ver.
Em breve retornamos com mais informações.
Vamos Flamengo!
